Contos populares

Contos populares — os que ninguém escreveu e todo mundo contava: O Pãozinho Redondo, A Luva, O Nabo Gigante, A Ratinha Vaidosa.

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Conto popular é aquele que não tem autor. Ninguém sabe quem contou primeiro: ele foi passando de boca em boca, mudando um pouco a cada vez, até alguém finalmente escrever no papel o que já se contava havia séculos. É por isso que nestes contos a mesma coisa acontece três vezes, e é por isso que as crianças decoram a frase que volta antes de saber ler.

Aqui estão os que funcionam melhor em voz alta. «O Pãozinho Redondo» e «O Nabo Gigante» são feitos de repetição: cada página acrescenta um bicho à fila, e a lista fica mais comprida até virar quase uma cantiga. «A Luva» é a mesma ideia no inverno, e nela a graça é que todo mundo cabe. «Os Três Porquinhos» e «Os Três Ursos» já têm enredo, e «Ivásyk-Telésyk» é o mais longo de todos.

Vão de doze a dezesseis páginas, de quatro a onze minutos, e a maioria funciona a partir dos três anos — antes dos contos de fadas, porque neles não há madrasta, nem feitiço, nem floresta escura. São, na prática, os primeiros contos que uma criança escuta inteiros.

Perguntas frequentes

A partir de que idade?
A partir dos três anos. «O Pãozinho Redondo», «A Luva» e «O Nabo Gigante» funcionam antes de qualquer conto de fadas, porque são feitos de repetição.
Qual a diferença entre conto popular e conto de fadas?
O conto popular não tem autor: contava-se de boca em boca. Nos contos de fadas há também autores conhecidos, como Andersen ou Perrault, que escreveram ou recolheram os seus.
De onde vêm estes contos?
De vários lugares: alguns são ucranianos, outros ingleses, espanhóis, guaranis ou mexicanos, e de alguns não se sabe. Nós os escrevemos de novo em português — não são a reimpressão da tradução de ninguém.

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