Lendas do folclore brasileiro

Lendas do folclore brasileiro para ler em voz alta: o Curupira de pés virados, o Saci de gorro vermelho, o Boitatá e o canto do uirapuru.

5 histórias

Uma lenda é diferente de um conto de fadas em uma coisa: ela é contada como se tivesse acontecido de verdade, e sempre num lugar que tem nome. O Curupira mora na mata que fica logo ali. O Saci passa pelo terreiro de uma casa igual à sua. E é por isso que uma lenda continua sendo contada mesmo por quem já é grande.

Aqui estão cinco. O Curupira guarda a mata e tem os pés virados para trás, de modo que as pegadas dele apontam para onde ele já passou — quem leva mais do que precisa acaba andando em círculo. O Saci é um moleque de uma perna só e gorro vermelho que anda dentro de redemoinho e vira tudo do avesso. O Boitatá é a cobra de fogo que aparece onde alguém botou fogo no mato sem cuidado. O uirapuru é um passarinho pardo e miúdo cujo canto faz a mata inteira se calar. E a erva-mate nasceu numa noite em que a lua desceu à terra e uma menina deu a ela a última comida da casa.

Todas têm de doze a quatorze páginas, de cinco a oito minutos em voz alta, e funcionam a partir dos cinco anos. Não escolhemos as mais assustadoras do folclore de propósito: nestas cinco não há ninguém levado, ninguém afogado e ninguém castigado — o que há é a mata se defendendo, e isso as crianças entendem de primeira.

Perguntas frequentes

A partir de que idade?
A partir dos cinco anos. Nenhuma destas cinco tem susto de verdade: o Curupira e o Boitatá confundem e afastam, não machucam.
Por que não tem a Iara, a Cuca nem a mula sem cabeça?
Porque nelas alguém é levado, afogado ou perseguido. São lendas boas, mas não para ler antes de dormir a uma criança de cinco anos.
Qual a diferença entre lenda e conto de fadas?
A lenda se conta como coisa que aconteceu, num lugar com nome, e explica alguma coisa que existe: uma planta, um bicho, um fogo no campo. O conto de fadas começa com «era uma vez».

Por tema