Ivásyk-Telésyk

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  • 16 páginas

Ivásyk-Telésyk, conto popular ucraniano para ler para as crianças. Um vovô entalha um menino de madeira de tília, e o menino ganha vida no berço.

Viviam um vovô e uma vovó, e não tinham filhos.

Viviam um vovô e uma vovó, e não tinham filhos. A casa era boa, a horta dava de tudo, e de tarde havia na sala um silêncio tão grande que se ouvia a cinza assentar no fogão. — Entalhe para mim pelo menos um pauzinho — disse uma vez a vovó. — Eu embalo. O vovô pensou que a tristeza a fazia dizer bobagem. Mas foi até o galpão.

Entalhou de um pedaço de tília um menino pequeno — com mãos, com pés, com nariz.

Entalhou de um pedaço de tília um menino pequeno — com mãos, com pés, com nariz. Levou para casa e pôs no berço. A vovó o cobriu com uma toalha bordada e começou a embalar. Embalava e cantava, embalava e cantava, até adormecer ela mesma.

E de manhã alguém disse do berço: — Mãe, eu estou com fome.

E de manhã alguém disse do berço: — Mãe, eu estou com fome. A vovó se sentou no banco e ficou olhando um tempo longo. No berço havia um menino vivo que piscava. Deram a ele o nome de Ivásyk-Telésyk. E daquele dia em diante nunca mais houve na casa o silêncio de antes.

Ivásyk cresceu rápido, como cresce tudo o que foi muito esperado.

Ivásyk cresceu rápido, como cresce tudo o que foi muito esperado. Em uma semana andava, em um mês falava, e em um ano pediu ao vovô um barco e um remo. — Eu vou pescar — disse. — Vocês gostam de peixe. O vovô fez para ele um barquinho dourado e um reminho de prata.

Toda manhã Ivásyk saía para o rio, e a mãe dele levava a comida e o chamava da margem: — Ivásyk-Telésyk, chegue mais, chegue…

Toda manhã Ivásyk saía para o rio, e a mãe dele levava a comida e o chamava da margem: — Ivásyk-Telésyk, chegue mais, chegue mais perto da margem, que eu te dou de comer e de beber! E Ivásyk reconhecia a voz da mãe a cem passos, e o barquinho voltava sozinho para a margem.

E no juncal, do outro lado do rio, vivia uma serpente que tinha uma filha, Olenka.

E no juncal, do outro lado do rio, vivia uma serpente que tinha uma filha, Olenka. Ela escutou um dia, escutou outro — e decorou as palavras. Saiu na margem e gritou com uma voz grossa como um tronco: — Ivásyk-Telésyk, chegue mais, chegue mais perto da margem!

Ivásyk levantou a cabeça e começou a rir.

Ivásyk levantou a cabeça e começou a rir. — Essa não é a voz da minha mãe — disse. — A minha mãe tem a voz fina como um junco, e a sua é como um carro velho. E se afastou remando até o meio do rio, onde a água era funda e tranquila.

Olenka foi procurar o ferreiro.

Olenka foi procurar o ferreiro. — Ferreiro, forje para mim uma voz fina. O ferreiro olhou para ela e disse o que todos os ferreiros dizem quando lhes pedem coisas estranhas: — Eu forjo. Mas depois não venha reclamar.

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Fonte do texto: Conto popular ucraniano, em domínio público. O texto foi escrito de novo para o Marytale — não é a reimpressão da edição de ninguém.

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