Os Três Ursos

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Os Três Ursos, conto popular para ler para as crianças. Uma menina se perde na floresta e entra numa casa onde tudo vem de três em três.

Foi uma menina à floresta catar cogumelos e se perdeu.

Foi uma menina à floresta catar cogumelos e se perdeu. Primeiro procurou a trilha, depois procurou o sol entre os galhos, e no fim começou a andar para onde a floresta parecia mais clara. E ali, numa clareira, havia uma casinha.

A menina bateu. Ninguém respondeu. A porta estava aberta, e lá dentro não se ouvia nada, então ela entrou.

A menina bateu. Ninguém respondeu. A porta estava aberta, e lá dentro não se ouvia nada, então ela entrou.

Na sala havia uma mesa, e sobre a mesa três pratos.

Na sala havia uma mesa, e sobre a mesa três pratos. Um enorme, um médio e um pequenininho. A menina provou do grande — estava quente demais. Provou do médio — frio demais. E do pequenininho comeu tudo.

Ao lado da mesa havia três cadeiras: enorme, média e pequena.

Ao lado da mesa havia três cadeiras: enorme, média e pequena. Ela se sentou na enorme e os pés ficaram balançando. Sentou na média e afundou. Sentou na pequena, e na pequena estava bom — até se ouvir um estalo e a cadeira quebrar.

No quarto ao lado havia três camas: enorme, média e pequena.

No quarto ao lado havia três camas: enorme, média e pequena. Na enorme ela se sentiu como num campo. Na média, como num barco. Entrou na pequena, se cobriu e adormeceu, porque vinha andando desde a manhã.

E naquela casa moravam três ursos.

E naquela casa moravam três ursos. O pai — enorme, peludo, com voz de tronco caindo. A mãe — média, de voz tranquila. E o filho — pequeno, de voz fininha. Tinham saído para dar uma volta na floresta e voltaram ao meio-dia.

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Fonte do texto: Conto popular em domínio público (primeira versão escrita, Robert Southey, 1837). O texto foi escrito de novo para o Marytale — não é a reimpressão da tradução de ninguém.

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