O Senhor Gato

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O Senhor Gato, conto popular ucraniano para ler para as crianças. Um gato velho acaba na floresta, e ali o tomam por um senhor importante.

Um homem tinha um gato.

Um homem tinha um gato. Quando novo, ele caçava ratos muito bem, e quando ficou velho, parou de caçar. O homem o pôs num saco, levou para a floresta e o deixou lá, numa clareira, e voltou para casa.

O gato ficou um tempo sentado numa moita, olhando em volta.

O gato ficou um tempo sentado numa moita, olhando em volta. A floresta era alta e não se parecia em nada com a casa. Mas fazia sol, o mato estava quente, e o gato pensou que, por enquanto, também não estava tão ruim.

De manhã vinha correndo uma raposa por uma trilha estreita.

De manhã vinha correndo uma raposa por uma trilha estreita. Viu o gato — e parou seco. Nunca havia visto um animal assim: pequeno, de bigodes, sentado como se a floresta fosse dele. — Quem é você? — perguntou. — Eu sou o Senhor Gato — disse o gato, porque outra coisa não lhe veio à cabeça.

A raposa pensou que com um senhor daqueles valia a pena ficar amiga, e o convidou para a casa dela.

A raposa pensou que com um senhor daqueles valia a pena ficar amiga, e o convidou para a casa dela. Deu comida, arrumou um lugar para dormir e no dia seguinte começou a contar pela floresta inteira que havia se casado com o Senhor Gato, um senhor importantíssimo, embora de tamanho pequeno.

O lobo e o urso se juntaram na clareira para escutar.

O lobo e o urso se juntaram na clareira para escutar. — E quando a gente pode ver ele? — perguntaram. — Amanhã — disse a raposa. — Mas tragam comida, porque o Senhor Gato come bem.

No dia seguinte levaram até um tronco grande tudo o que conseguiram: o javali, trigo; o lobo, um cordeiro; o urso, um favo de…

No dia seguinte levaram até um tronco grande tudo o que conseguiram: o javali, trigo; o lobo, um cordeiro; o urso, um favo de mel; e o coelho, uma pilha de repolhos.

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Fonte do texto: Conto popular ucraniano, em domínio público. O texto foi escrito de novo para o Marytale — não é a reimpressão da tradução de ninguém.

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