O Nabo Gigante

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  • 12 páginas

O Nabo Gigante, conto popular para ler para as crianças. O vovô puxa, e puxa, e são precisos seis para arrancar — e no fim quem decide é a sétima.

Plantou o vovô um nabo.

Plantou o vovô um nabo. Plantou e disse o que diz todo mundo que planta alguma coisa: — Cresce, nabo, grande, bem grande.

E o nabo obedeceu. Passou o verão inteiro crescendo: primeiro do tamanho de uma maçã, depois do tamanho de uma cabeça, depois…

E o nabo obedeceu. Passou o verão inteiro crescendo: primeiro do tamanho de uma maçã, depois do tamanho de uma cabeça, depois do tamanho de um balde bem grande. As folhas dele tapavam meio terreiro, e por baixo delas não se via a terra.

Foi o vovô arrancar o nabo.

Foi o vovô arrancar o nabo. Agarrou com as duas mãos, fincou os pés e puxou. O nabo não se mexeu. O vovô puxou outra vez, e outra, e ficou vermelho até as orelhas.

Chamou o vovô a vovó. A vovó no vovô, o vovô no nabo — puxa que puxa, e não arrancam. E disse a vovó: — Aqui precisa de mais…

Chamou o vovô a vovó. A vovó no vovô, o vovô no nabo — puxa que puxa, e não arrancam. E disse a vovó: — Aqui precisa de mais gente.

Chamou a vovó a netinha.

Chamou a vovó a netinha. A netinha na vovó, a vovó no vovô, o vovô no nabo — puxa que puxa, e não arrancam.

Chamou a netinha a cachorra.

Chamou a netinha a cachorra. A cachorra na netinha, a netinha na vovó, a vovó no vovô, o vovô no nabo — puxa que puxa, e não arrancam.

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Fonte do texto: Conto popular ucraniano, em domínio público. O texto foi escrito de novo para o Marytale — não é a reimpressão da tradução de ninguém.

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