Rapunzel

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  • 16 páginas

Rapunzel, a história dos irmãos Grimm para ler para as crianças. Uma menina cresce numa torre sem porta, e a trança dela é o único caminho para subir.

Há muito tempo, na saída de um vilarejo, viviam um homem e uma mulher que havia anos desejavam um filho.

Há muito tempo, na saída de um vilarejo, viviam um homem e uma mulher que havia anos desejavam um filho. Do outro lado do muro da horta deles havia um jardim grande e bem cuidado que pertencia a uma feiticeira, e por ali ninguém passava duas vezes.

Numa primavera a mulher se debruçou na janela e viu um canteiro de rapôncios — uma verdura de folha verde — tão frescos que…

Numa primavera a mulher se debruçou na janela e viu um canteiro de rapôncios — uma verdura de folha verde — tão frescos que ficou com água na boca. Passou um dia sem comer, depois outro, e disse ao marido que se não provasse aquelas folhas morreria.

O marido a amava muito, então ao cair da noite passou por cima do muro e arrancou um punhado.

O marido a amava muito, então ao cair da noite passou por cima do muro e arrancou um punhado. A mulher comeu tudo num instante e no dia seguinte quis mais. Ele voltou a saltar o muro, e desta vez a feiticeira o esperava.

— Você está roubando no meu jardim — disse a feiticeira.

— Você está roubando no meu jardim — disse a feiticeira. O homem começou a pedir perdão. — Leve todos que quiser — disse ela —, mas com uma condição: o filho que nascer para vocês será entregue a mim. O homem aceitou, porque estava com medo e porque naquele momento não lhe pareceu real.

A menina nasceu no outono e a chamaram de Rapunzel, por causa das folhas do jardim.

A menina nasceu no outono e a chamaram de Rapunzel, por causa das folhas do jardim. A feiticeira veio no mesmo dia e a levou, e não deixou que ninguém a seguisse. Criou a menina sozinha, e até os doze anos Rapunzel não viu mais ninguém.

Quando a menina fez doze anos, a feiticeira a levou para a floresta, para uma torre que não tinha porta nem escada: só uma…

Quando a menina fez doze anos, a feiticeira a levou para a floresta, para uma torre que não tinha porta nem escada: só uma janela bem no alto. Deixou-a lá dentro e foi embora.

Desde então vinha toda tarde e chamava de baixo: — Rapunzel, Rapunzel, solte suas tranças.

Desde então vinha toda tarde e chamava de baixo: — Rapunzel, Rapunzel, solte suas tranças. Rapunzel tinha uma trança compridíssima, da cor do ouro. Enrolava a trança no gancho da janela, deixava cair, e a feiticeira subia por ela.

Rapunzel não conhecia mais ninguém além dela.

Rapunzel não conhecia mais ninguém além dela. Conhecia cada rachadura da pedra, cada nuvem que passava pelo quadrado da janela, e cantava muito, porque era a única coisa que se podia fazer lá em cima e porque a voz dela ia longe entre as árvores.

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Fonte do texto: Trama dos irmãos Grimm (1812), em domínio público. O texto foi escrito de novo para o Marytale — não é a reimpressão da tradução de ninguém.

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