Ricky e as batatinhas roubadas

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Na cidadezinha de Bordoal mora Ricky, um guaxinim travesso de patinhas ágeis e faro para aventuras. Quando o cheirinho de batatinhas crocantes o leva pelo caminho errado, Ricky descobre que uma barriga cheia de arrependimento pesa muito mais do que uma barriga vazia. Uma história terna e divertida sobre honestidade, a coragem de pedir desculpas e a doçura de consertar os próprios erros.

Na cidadezinha de Bordoal morava um guaxinim travesso chamado Ricky.

Na cidadezinha de Bordoal morava um guaxinim travesso chamado Ricky. Todo mundo o conhecia por suas patinhas ágeis e por seu amor às aventuras — embora, verdade seja dita, às vezes a curiosidade falasse mais alto.

Numa tarde ensolarada, enquanto passeava pelo parque, Ricky sentiu um cheirinho delicioso.

Numa tarde ensolarada, enquanto passeava pelo parque, Ricky sentiu um cheirinho delicioso. Seguiu o narizinho fungando até chegar a uma toalha de piquenique. E ali — sozinho, sem ninguém por perto — estava um pacote de batatinhas crocantes e douradas.

Os olhos de Ricky brilharam de encanto, e seu coraçãozinho bateu mais forte só de pensar em um tesouro tão gostoso.

Os olhos de Ricky brilharam de encanto, e seu coraçãozinho bateu mais forte só de pensar em um tesouro tão gostoso. Sem pensar nem um segundo, ele agarrou o pacote com as patinhas e disparou rumo à floresta, na esperança de saborear a preciosidade no silêncio, debaixo das árvores.

Sentado embaixo de um grande carvalho, mastigando as batatinhas roubadas, Ricky sentiu de repente uma pontada bem no fundo da…

Sentado embaixo de um grande carvalho, mastigando as batatinhas roubadas, Ricky sentiu de repente uma pontada bem no fundo da barriga — e não era fome. Ele sabia muito bem que pegar o que é dos outros era errado, mas ah, a tentação tinha sido grande demais! E quanto mais comia, mais pesada ficava aquela sensação esquisita.

Naquela noite, quando Ricky se enrolou para dormir, a consciência não o deixava em paz.

Naquela noite, quando Ricky se enrolou para dormir, a consciência não o deixava em paz. Ele rolava de um lado para o outro, pensando na família que tinha levado aquelas batatinhas ao parque para passar um dia feliz.

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