O sapateiro e os duendes

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O sapateiro e os duendes, a história dos irmãos Grimm para ler em voz alta. Todas as manhãs os sapatos estão prontos, e ninguém viu quem faz isso.

Havia um sapateiro que, sem culpa nenhuma, ficara tão pobre que lhe restava couro para exatamente um par de sapatos.

Havia um sapateiro que, sem culpa nenhuma, ficara tão pobre que lhe restava couro para exatamente um par de sapatos.

Naquela noite ele cortou o couro, pronto para costurar de manhã, e foi dormir com a consciência limpa e o armário vazio.

Naquela noite ele cortou o couro, pronto para costurar de manhã, e foi dormir com a consciência limpa e o armário vazio.

De manhã os sapatos estavam na bancada, prontos.

De manhã os sapatos estavam na bancada, prontos. Não só prontos: feitos melhor do que ele sabia fazer, cada ponto igual ao outro, e ele ficou olhando para eles por um bom tempo.

Naquele dia entrou um cliente e pagou muito acima do preço, porque os sapatos eram admiráveis, e com o dinheiro o sapateiro…

Naquele dia entrou um cliente e pagou muito acima do preço, porque os sapatos eram admiráveis, e com o dinheiro o sapateiro comprou couro para dois pares.

Cortou-os de noite. De manhã os dois pares estavam prontos na bancada.

Cortou-os de noite. De manhã os dois pares estavam prontos na bancada.

E foi assim daí em diante.

E foi assim daí em diante. Ele cortava quatro pares e achava quatro; cortava oito e achava oito. No meio do inverno já não era um homem pobre, e ainda não tinha ideia de quem fazia aquilo.

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Fonte do texto: Trama dos irmãos Grimm (1812), domínio público. O texto foi escrito de novo para o Marytale — não é a reimpressão da versão de ninguém.

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