O Leão e o Rato

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O Leão e o Rato, a fábula de Esopo com moral. Um leão deixa um rato ir embora, e poucos dias depois precisa dele.

Ao meio-dia, quando até o capim parava de se mexer, o leão dormia na sombra de uma acácia.

Ao meio-dia, quando até o capim parava de se mexer, o leão dormia na sombra de uma acácia. Dormia como os leões dormem: fundo e de uma vez, sem acordar por qualquer ruído, porque naquele mato não havia nada que pudesse assustá-lo.

Pelo mesmo caminho voltava para casa um rato.

Pelo mesmo caminho voltava para casa um rato. Levava um grão maior do que a própria cabeça e, como não via bem por onde ia, subiu na primeira coisa quente e macia que encontrou para descansar um instante.

A coisa quente e macia era a pata do leão.

A coisa quente e macia era a pata do leão. O leão abriu um olho, depois o outro, e fechou a pata sem pressa, como se fecha uma mão sobre uma mosca.

— Não me coma — disse o rato debaixo da pata, o mais alto que conseguiu.

— Não me coma — disse o rato debaixo da pata, o mais alto que conseguiu. — Um dia você vai precisar de mim.

O leão levantou a pata para ver quem dizia uma coisa assim.

O leão levantou a pata para ver quem dizia uma coisa assim. Viu um rato do tamanho da própria unha, com o grão ainda na boca. Riu tanto que precisou apoiar a cabeça nas patas da frente, e o deixou ir.

O rato saiu correndo para casa e durante três dias ficou contando na toca, para todo mundo que passava, que o leão o havia…

O rato saiu correndo para casa e durante três dias ficou contando na toca, para todo mundo que passava, que o leão o havia deixado ir. Ninguém acreditava, e ele contava outra vez do começo.

Alguns dias depois, na trilha da floresta, onde ela fica mais estreita e é preciso passar entre duas pedras, uns caçadores…

Alguns dias depois, na trilha da floresta, onde ela fica mais estreita e é preciso passar entre duas pedras, uns caçadores armaram uma rede. Amarraram em dois troncos, cobriram de folhas e foram esperar.

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Fonte do texto: Fábula de Esopo (século VI a.C.), em domínio público. O texto foi escrito de novo para o Marytale — não é a reimpressão da tradução de ninguém.

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