O mistério dos sapatinhos que sumiam

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Em Vila das Fontes está acontecendo algo muito estranho: toda manhã some um sapato de cada par, e ninguém sabe por quê. Decidida a desvendar o enigma, Lili e seus amigos montam guarda durante a noite… e fazem uma descoberta encantada que muda tudo. Uma história calorosa e cintilante sobre dar uma segunda vida às coisas velhas e fazer alguém feliz.

Na cidadezinha de Vila das Fontes, a vida corria tranquila e serena — até que, de repente, começou a acontecer algo muito…

Na cidadezinha de Vila das Fontes, a vida corria tranquila e serena — até que, de repente, começou a acontecer algo muito estranho. Toda manhã, os moradores descobriam que faltava um sapato de cada par. O esquerdo sumia, e o direito ficava ali, esperando.

No começo, parecia só coincidência.

No começo, parecia só coincidência. Mas logo todos perceberam que, por baixo de tudo, se escondia um padrão misterioso. Quem mais sofria eram as crianças, porque eram justamente os seus sapatinhos coloridos e favoritos que sumiam com mais frequência.

A pequena Lili amava os seus sapatinhos vermelhos de glitter mais do que qualquer coisa no mundo inteiro.

A pequena Lili amava os seus sapatinhos vermelhos de glitter mais do que qualquer coisa no mundo inteiro. Por isso, certa manhã, quando acordou e viu que um deles tinha sumido, o coração dela deu um pulo.

Ela franziu a testa e ficou um pouquinho triste, mas, em vez de chorar, resolveu começar a sua própria investigação e…

Ela franziu a testa e ficou um pouquinho triste, mas, em vez de chorar, resolveu começar a sua própria investigação e desvendar o mistério de uma vez por todas. — Isso já não tem graça nenhuma! — disse Lili com firmeza aos seus amigos Tomás, Sara e Max. — Vamos descobrir quem, ou o que, está levando os nossos sapatos!

— Talvez seja algum colecionador de sapatos que anda por aí de noite — palpitou Max, girando um tênis solitário nas mãos.

— Talvez seja algum colecionador de sapatos que anda por aí de noite — palpitou Max, girando um tênis solitário nas mãos. — Ou quem sabe — disse Sara baixinho e bem pensativa — os sapatos fujam sozinhos quando ninguém mais gosta deles.

Para desvendar o mistério, as crianças decidiram montar guarda à noite perto da casa de Lili.

Para desvendar o mistério, as crianças decidiram montar guarda à noite perto da casa de Lili. Esconderam-se no meio dos arbustos, enroladas numa manta quentinha, e ficaram bem paradas, esperando. A lua brilhava forte, e a noite estava silenciosa e cheia de segredos. E de repente, na luz prateada da lua, apareceram figurinhas minúsculas.

Não eram maiores do que uma maçã, com asinhas transparentes que cintilavam como gotinhas de orvalho, e traziam nas mãos…

Não eram maiores do que uma maçã, com asinhas transparentes que cintilavam como gotinhas de orvalho, e traziam nas mãos lanterninhas minúsculas. — Fadas! — sussurrou Lili, com os olhos brilhando.

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A segunda metade da história, com ilustrações e sem internet.

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