O Alfaiate Valente

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O Alfaiate Valente, a história dos irmãos Grimm para ler para as crianças. Ele mata sete moscas de um golpe e manda bordar isso no cinto.

Numa cidade pequena vivia um alfaiate que não era alto nem forte, mas costurava rápido e falava ainda mais rápido.

Numa cidade pequena vivia um alfaiate que não era alto nem forte, mas costurava rápido e falava ainda mais rápido. Uma manhã ele comprou um pão com geleia, deixou na mesa e foi terminar uma costura, porque primeiro o trabalho.

No cheiro da geleia vieram as moscas.

No cheiro da geleia vieram as moscas. Pousaram no pão como se elas o tivessem comprado. O alfaiate as espantou uma vez, espantou duas, e na terceira deu um golpe com um pano. Contou as moscas caídas. Eram sete.

Pareceu a ele que aquilo não podia ficar sem nada.

Pareceu a ele que aquilo não podia ficar sem nada. Cortou um pedaço de tecido, bordou nele «Sete de um golpe» e amarrou na cintura. Depois olhou a oficina e decidiu que a oficina era pequena demais para um homem com um cinto daqueles.

Pôs na sacola um queijo velho, pegou no caminho um pássaro que havia se enroscado num arbusto e foi ver o mundo.

Pôs na sacola um queijo velho, pegou no caminho um pássaro que havia se enroscado num arbusto e foi ver o mundo. O cinto ele levava por fora, para que se lesse bem.

No morro ele encontrou um gigante que estava sentado olhando o vale.

No morro ele encontrou um gigante que estava sentado olhando o vale. — Sete de um golpe? — leu o gigante. — Então aperte isto. E deu a ele uma pedra. O alfaiate apertou e não saiu nada, porque de pedra não sai nada.

— Olhe como se faz — disse o alfaiate, e tirou da sacola o queijo e apertou até escorrer o soro.

— Olhe como se faz — disse o alfaiate, e tirou da sacola o queijo e apertou até escorrer o soro. O gigante ficou calado. Depois pegou outra pedra e a jogou tão alto que ela demorou muito para voltar. — Bom — disse o alfaiate. — Mas ela volta. A minha não vai voltar.

E soltou o pássaro. O pássaro subiu e foi embora, e não voltou, porque pássaro não volta quando a gente solta. O gigante…

E soltou o pássaro. O pássaro subiu e foi embora, e não voltou, porque pássaro não volta quando a gente solta. O gigante olhou o céu um tempo longo e não disse nada, e o convidou a passar a noite na caverna dele, com os outros gigantes.

De noite o alfaiate achou a cama grande demais e se deitou num canto.

De noite o alfaiate achou a cama grande demais e se deitou num canto. Os gigantes, que tinham decidido acabar com ele, bateram na cama vazia pela manhã — e quando o alfaiate saiu tranquilo para o café, todos saíram correndo da caverna ao mesmo tempo.

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Fonte do texto: Trama dos irmãos Grimm (1812), em domínio público. O texto foi escrito de novo para o Marytale — não é a reimpressão da tradução de ninguém.

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