Pinóquio

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Pinóquio, a história de Collodi para ler para as crianças. Um entalhador faz um boneco de madeira, e o boneco sai correndo antes de estar terminado.

Num vilarejo pequeno morava um entalhador velho que se chamava Gepeto.

Num vilarejo pequeno morava um entalhador velho que se chamava Gepeto. Não tinha ninguém além dos vizinhos e de um fogão que soltava fumaça, e um dia começou a entalhar de um tronco um boneco, para que houvesse alguém em casa com quem conversar.

Assim que terminou de entalhar a boca, o boneco começou a rir.

Assim que terminou de entalhar a boca, o boneco começou a rir. Assim que pôs as pernas, o boneco saiu pela porta e desceu a rua correndo. Gepeto o alcançou na praça, o trouxe de volta e deu a ele o nome de Pinóquio.

No dia seguinte o velho saiu de casa em mangas de camisa.

No dia seguinte o velho saiu de casa em mangas de camisa. Vendeu o único casaco que tinha e com o dinheiro comprou uma cartilha. — Vá para a escola — disse ele. — É a única coisa que eu te peço. Pinóquio prometeu que iria, e naquela manhã saiu de verdade na direção da escola.

Na esquina, na praça, havia um teatro de marionetes de lona listrada.

Na esquina, na praça, havia um teatro de marionetes de lona listrada. A entrada custava exatamente o mesmo que a cartilha, então Pinóquio vendeu o livro e entrou. As marionetes o reconheceram como um dos seus e o titereiro, que era assustador mas não era ruim, o deixou ir com cinco moedas.

Debaixo do teatro ele conheceu uma raposa e um gato.

Debaixo do teatro ele conheceu uma raposa e um gato. A raposa mancava, o gato se fazia de cego, e os dois eram espantosamente gentis. — Nós conhecemos um campo onde as moedas crescem — disseram. — Enterram, regam e de manhã nasce uma árvore.

Ele tinha cinco moedas, as que lhe deram no teatro.

Ele tinha cinco moedas, as que lhe deram no teatro. Enterrou no campo que a raposa mostrou, regou com água do riacho e se sentou para esperar. Esperou até escurecer. Quando se levantou para olhar, o buraco estava vazio e não havia ninguém em volta.

Cansado e com fome, bateu na porta de uma casinha branca na floresta.

Cansado e com fome, bateu na porta de uma casinha branca na floresta. Abriu para ele uma menina de cabelo azul, uma fada que morava ali. Ela lhe deu comida e perguntou o que havia acontecido com as moedas. — Uns ladrões roubaram de mim — disse Pinóquio, e o nariz dele cresceu um pouco.

— E a cartilha? — Roubaram também. O nariz cresceu tanto que ele já não conseguia se virar no quarto pequeno e tinha que sair…

— E a cartilha? — Roubaram também. O nariz cresceu tanto que ele já não conseguia se virar no quarto pequeno e tinha que sair de lado. A fada olhou para ele um tempo longo e não disse nada, e aquilo foi pior do que se tivesse dito alguma coisa.

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Fonte do texto: Trama de Carlo Collodi (1883), em domínio público. O texto foi escrito de novo para o Marytale — não é a reimpressão da tradução de ninguém.

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