Zum, o aspirador de bom coração

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Numa casa aconchegante na beira da cidade, dentro de um armário escuro, mora um aspirador de pó chamado Zum. Ele ronca como uma tempestade, roda, engole a poeira e… sonha em ser útil. Mas todo mundo foge dele, principalmente uma menininha. Uma história ternurenta e luminosa sobre um medo que se pode vencer e sobre uma amizade que chega bem na hora em que menos se espera.

Numa casinha na beira da cidade morava um aspirador de pó muito bom chamado Zum.

Numa casinha na beira da cidade morava um aspirador de pó muito bom chamado Zum. Ele ficava quietinho no armário, esperando suas tarefas. Mas, que pena, ninguém gostava dele.

E menos ainda uma menininha chamada Mia.

E menos ainda uma menininha chamada Mia. Assim que a Mamãe tirava o Zum do armário, Mia se escondia debaixo do cobertor. — Ai, mamãe! Ele ronca que nem uma tempestade! E engole tudo que aparece na frente dele! — dizia, assustada.

— Mas, meu amor, ele ajuda a deixar nossa casa limpa!

— Mas, meu amor, ele ajuda a deixar nossa casa limpa! — respondia a Mamãe. — Sem ele, os seus brinquedos e os seus livros afundariam na poeira!

Uma noite, quando Mia já dormia bem profundo, aconteceu uma coisa maravilhosa.

Uma noite, quando Mia já dormia bem profundo, aconteceu uma coisa maravilhosa. Zum saiu bem devagarinho do armário e foi passear pela casa adormecida.

— Ah, se ao menos ela não tivesse tanto medo de mim!

— Ah, se ao menos ela não tivesse tanto medo de mim! — suspirou sonhador. — Eu não sou nem um pouquinho assustador. Só quero ajudar.

De repente, o aspirador ouviu uma vozinha triste.

De repente, o aspirador ouviu uma vozinha triste. — A… a… atchim! — espirrou o ursinho Téo, deitado na prateleira. — Estou todo coberto de poeira… até o meu narizinho está coçando!

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