Pipo, o pardalzinho de coração enorme
- 7-9 min de leitura
- 19 páginas
Pipo é o menor pardalzinho de toda a floresta, mas dentro daquele peitinho bate o coração mais corajoso que se pode imaginar, e sua cabecinha curiosa vive cheia de perguntas. Quando um gavião temível começa a rondar as árvores e faz todos os bichos se esconderem de medo, é o pequeno Pipo quem se atreve a enfrentá-lo — não com força nem com garras, mas com esperteza e muitos amigos. Uma história terna e alegre sobre como os menores podem realizar os maiores feitos, desde que fiquem juntos.

Era uma vez um pardalzinho chamado Pipo, e todos na floresta o conheciam por duas coisas: era maravilhosamente corajoso e curioso por absolutamente tudo. Não era maior do que uma pinha, mas dentro daquele peitinho batia o maior e mais valente coração que se pode imaginar — um coração que vivia empurrando-o rumo a alguma nova aventura.

Uma das mais queridas amigas de Pipo era uma sábia coruja chamada Sofia. Ela vigiava a floresta antiga, conhecia mais segredos do que há folhas nas árvores e sempre dividia de bom grado um pouquinho de sua sabedoria com o pequeno pardal.

Certa manhã luminosa, um sussurro assustado voou de ninho em ninho e de toca em toca: haviam avistado um gavião terrível rondando a beira da floresta. Todos conheciam o seu nome e todos conheciam a sua crueldade, pois cruzar com ele podia acabar em desgraça. Apavorados, os bichos se trancaram em suas casas e não ousavam nem sequer espiar lá fora.

Pipo sentiu um aperto no fundo do coração. Aqueles eram os seus amigos. Aquela era a sua família. E então, sem hesitar um instante, abriu suas asinhas e voou direto para o alto carvalho onde morava sua sábia amiga Sofia, para lhe pedir um conselho.

— Sofia, todos estão apavorados por causa do gavião! — exclamou, pousando no galho ao lado da coruja. — O que vamos fazer?

Devagar, Sofia abriu seus grandes olhos redondos. — O medo pode te fazer se esconder — disse ela —, ou pode te ensinar a agir. Uma cabeça serena e um coração valente: eis as únicas armas que importam. Até o menor dos pássaros, se for esperto e corajoso, encontra uma saída onde os outros só enxergam perigo.

As palavras de Sofia acenderam uma fagulha em Pipo, e quando ele chegou voando em casa, já tinha um plano. Reuniu todos os amigos e contou sua ideia. No começo, eles se remexeram inseguros e trocaram olhares preocupados, mas no fim decidiram confiar nele.

No dia seguinte, enquanto o gavião traçava círculos bem lá no alto do céu, Pipo respirou fundo, bateu suas asinhas e voou corajoso ao seu encontro.

— Faz dias que você fica rondando por aqui — disse o pardal em voz alta —, espalhando medo e obrigando todos a se esconderem. Mas para quê? O que você quer de nós, afinal? O gavião estreitou os olhos e sorriu com malícia. — Pequeno, o mundo pertence aos mais fortes. Eu pego o que quero, e ninguém pode me impedir. Pipo estremeceu, mas não recuou. — A verdadeira força não está em amedrontar os mais fracos — disse com firmeza. — Está em proteger quem está ao seu lado.
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A segunda metade da história, com ilustrações e sem internet.

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