Piper e a montanha na tempestade
- 7-8 min de leitura
- 11 páginas
Piper é o menorzinho aviãozinho de todo o vale, mas seu coração é do tamanho do céu. Quando um vilarejo distante lá no alto das montanhas precisa de uma ajuda que ninguém mais tem coragem de levar, Piper decola em meio ao vento, aos trovões e à neve rodopiante. Uma história ternurenta que lembra que ser pequenino nunca quer dizer ser menos corajoso, e que, acreditando em si mesmo, dá para vencer qualquer tempestade.

Na aconchegante cidadezinha de Aeroville, escondida num vale verdinho cercado por montanhas altas e silenciosas, voar fazia parte de cada dia. A cidade era famosa por sua frota de aviões coloridos, e cada um deles tinha um jeito só seu e uma história para contar. O menor e mais saltitante de todos era um aviãozinho chamado Piper.

Piper era pequenina, mas sonhava em voar mais alto do que qualquer um. Dia após dia, ela treinava loopings e mergulhos, e ficava mais habilidosa a cada curva. Seu melhor amigo era o Barão, um velho e sábio biplano que sempre tinha um bom conselho e contava histórias empolgantes sobre as aventuras ousadas da juventude.

Numa manhã ensolarada, uma mensagem urgente chiou pelo aeroporto: uma caixa de remédios importantes precisava chegar a um vilarejo lá no alto das montanhas. Os moradores precisavam de ajuda na mesma hora, mas o caminho era perigoso. Muitos aviões já haviam tentado alcançar aquele pico solitário, e todos foram obrigados a voltar pelo tempo imprevisível e pelas encostas íngremes e traiçoeiras.

Piper se ofereceu na hora. — Eu consigo! Treinei para isso e estou pronta para o desafio — disse ela com firmeza, enquanto a hélice girava cheia de coragem. O Barão balançou a cabeça, mas uma ruguinha de preocupação passou pelo seu rosto. — Você tem um coração corajoso, Piper. Mas lembre-se: esta viagem vai pôr à prova a sua habilidade e a sua força. Fique concentrada e acredite sempre em você.

Com a carga preciosa bem amarrada, Piper subiu no céu azul e limpinho. Voou sobre campos dourados e florestas sussurrantes, e a cada minuto a emoção crescia dentro dela, enquanto as grandes montanhas ficavam cada vez mais pertinho.
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A segunda metade da história, com ilustrações e sem internet.

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