O pequeno Havelmann

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«O pequeno Havelmann», de Theodor Storm, recontado. Uma criança que não quer dormir, uma cama com rodinhas e a lua velha.

Era uma vez um menino pequeno que se chamava Havelmann.

Era uma vez um menino pequeno que se chamava Havelmann. Ele dormia numa cama com rodinhas, e quando não conseguia pegar no sono, saía rodando com ela pelo quarto.

Naquela noite ele não conseguia dormir de jeito nenhum.

Naquela noite ele não conseguia dormir de jeito nenhum. Puxou a camisola por cima da cabeça, segurou aberta como uma vela de barco e gritou: «Mais, mais!»

A lua olhou pela janela e abriu a porta para ele.

A lua olhou pela janela e abriu a porta para ele. E Havelmann saiu rodando, rua abaixo, pela cidade inteira que dormia.

«Brilhe, lua velha, brilhe!» gritava Havelmann, e a lua brilhava.

«Brilhe, lua velha, brilhe!» gritava Havelmann, e a lua brilhava. Nenhuma janela estava acesa, nenhuma pessoa estava acordada, só a cama rodava e rodava.

Na floresta veio junto um gatinho, que se chamava Hinze.

Na floresta veio junto um gatinho, que se chamava Hinze. Os olhos dele faiscavam no escuro, e ele foi pulando ao lado da cama até as árvores acabarem.

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Fonte do texto: Theodor Storm † 04.07.1888; o conto de 1849 está em domínio público. Recontado para o Marytale com palavras nossas — não é reimpressão de nenhuma edição.

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