O Gato de Botas

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O Gato de Botas, a história de Perrault para ler para as crianças. Um moleiro deixa para o filho mais novo só um gato, e o gato pede um par de botas.

Um moleiro tinha três filhos, um moinho, um burro e um gato.

Um moleiro tinha três filhos, um moinho, um burro e um gato. Quando morreu, tudo se repartiu rápido: o moinho para o mais velho, o burro para o do meio e o gato para o mais novo.

O mais novo se sentou no degrau da porta e fez as contas.

O mais novo se sentou no degrau da porta e fez as contas. Do moinho sai farinha, e da farinha, pão todos os dias. Do burro sai trabalho, e do trabalho, dinheiro. Do gato sai um gato. Disse isso em voz alta, porque não havia mais ninguém a quem dizer.

— Eu te ouvi — disse o gato, que estava sentado ao lado dele.

— Eu te ouvi — disse o gato, que estava sentado ao lado dele. — E tenho uma proposta. Me dê um par de botas e um saco, e você não faz contas nunca mais.

O rapaz não tinha muita coisa, mas botas de gato são pouco couro, e o sapateiro morava logo ao lado.

O rapaz não tinha muita coisa, mas botas de gato são pouco couro, e o sapateiro morava logo ao lado. No dia seguinte o gato saiu de casa calçado, com o saco no ombro, e foi andando como quem sabe para onde vai.

Naquela manhã chegou ao campo onde o trevo crescia mais fechado.

Naquela manhã chegou ao campo onde o trevo crescia mais fechado. Pôs no saco um punhado de farelo, deixou a boca aberta, se deitou ao lado e ficou tão quieto como se tivesse morrido.

Não demorou muito para entrar no saco um coelho novo.

Não demorou muito para entrar no saco um coelho novo. O gato puxou o cordão, jogou o saco no ombro e foi direto ao palácio do rei.

— Um presente — disse ao rei, e pôs o coelho diante do trono — do meu senhor, o marquês de Carabás.

— Um presente — disse ao rei, e pôs o coelho diante do trono — do meu senhor, o marquês de Carabás. O rei nunca tinha ouvido esse nome na vida, mas o coelho era bom e ele agradeceu.

O gato seguiu assim um bom tempo: um dia um coelho, outro dia duas perdizes, outro dia um cesto inteiro.

O gato seguiu assim um bom tempo: um dia um coelho, outro dia duas perdizes, outro dia um cesto inteiro. Sempre do marquês de Carabás. No palácio se acostumaram tanto com o nome que ninguém lembrava mais quando o havia ouvido pela primeira vez.

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Fonte do texto: Trama de Charles Perrault (1697), em domínio público. O texto foi escrito de novo para o Marytale — não é a reimpressão da tradução de ninguém.

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