Oscar, o coelhinho, e o relógio de prata

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No fundo de uma floresta onde as copas das árvores tocam as nuvens vive Oscar, o coelhinho mais veloz que já se viu, e seu tesouro mais querido é um pequeno relógio de prata que marca cada segundo de suas corridas. Mas quando o relógio some numa radiante manhã de primavera, a busca desesperada de Oscar o leva até Geraldo, um velho urso muito sábio com um doce segredo para contar. Uma história terna e divertida sobre descobrir que as verdadeiras maravilhas do mundo só aparecem quando enfim a gente desacelera para enxergá-las.

Há muito, muito tempo, numa floresta encantada onde as copas das árvores tocavam as próprias nuvens e os riachos de cristal…

Há muito, muito tempo, numa floresta encantada onde as copas das árvores tocavam as próprias nuvens e os riachos de cristal cantavam suas melodias borbulhantes, vivia um pequeno coelho chamado Oscar.

Ele era famoso por ser o animal mais veloz de toda a floresta.

Ele era famoso por ser o animal mais veloz de toda a floresta. Suas patinhas cintilavam como relâmpagos quando ele disparava pelas trilhas sinuosas, desviando dos carvalhos antigos e dos abetos fofinhos. Os outros moradores da floresta só faziam admirar-se ao ver passar voando uma bolinha de pelo cinza que não deixava atrás de si mais que uma leve brisa.

Oscar tinha uma coisa preferida no mundo inteiro: um relógio de prata de bolso do qual nunca se separava.

Oscar tinha uma coisa preferida no mundo inteiro: um relógio de prata de bolso do qual nunca se separava. Com ele, media cada segundinho de suas corridas relâmpago pela floresta.

Numa radiante manhã de primavera, quando o sol mal começava a atravessar as folhas e cobrir a floresta de luz dourada, Oscar,…

Numa radiante manhã de primavera, quando o sol mal começava a atravessar as folhas e cobrir a floresta de luz dourada, Oscar, como sempre, saltou para fora de sua toca aconchegante, pronto para sentir de novo o vento nas orelhas.

Fez seu alongamento matinal de sempre, enfiou a patinha no bolso para ver as horas...

Fez seu alongamento matinal de sempre, enfiou a patinha no bolso para ver as horas... e ficou paralisado. Seu relógio havia sumido. — Meu relógio! Para onde foi o meu relógio?! — gritou Oscar, e seu coração disparou de aflição.

Apalpou todos os bolsos, farejou a grama ao redor, espiou debaixo de cada folhinha.

Apalpou todos os bolsos, farejou a grama ao redor, espiou debaixo de cada folhinha. Mas o relógio não estava em lugar nenhum. "Devo tê-lo perdido na corrida de ontem", pensou Oscar, e saiu correndo pela sua rota de sempre, examinando com atenção cada centímetro da trilha.

Procurou debaixo das amoreiras, olhou atrás das árvores e até mergulhou no riacho gelado, mas o relógio parecia ter…

Procurou debaixo das amoreiras, olhou atrás das árvores e até mergulhou no riacho gelado, mas o relógio parecia ter evaporado.

A cada minuto que passava, Oscar ficava mais atrapalhado e mais desesperado.

A cada minuto que passava, Oscar ficava mais atrapalhado e mais desesperado. Corria de um lado para o outro, tão rápido que o mundo em volta virava um borrão colorido. O canto dos pássaros, o farfalhar das folhas, o perfume das flores — tudo isso passava despercebido por ele.

Por fim, completamente exausto, Oscar se deixou cair debaixo de um velho carvalho.

Por fim, completamente exausto, Oscar se deixou cair debaixo de um velho carvalho. Suas patinhas tremiam de cansaço, e seu coração batia tão alto que parecia dar para ouvir do outro lado da floresta. Sem o seu precioso relógio, ele se sentia indefeso como um passarinho caído do ninho.

De repente, Oscar ouviu passos pesados e compassados que faziam a terra tremer bem de leve.

De repente, Oscar ouviu passos pesados e compassados que faziam a terra tremer bem de leve. Era Geraldo — um velho urso-pardo cuja sabedoria era conhecida por todos os moradores da floresta. Sua figura imponente irradiava calma e segurança, e em seus olhos profundos e penetrantes refletia-se toda a bondade e a experiência de vida acumuladas ao longo de tantos anos na floresta.

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A segunda metade da história, com ilustrações e sem internet.

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