A Pequena Vendedora de Fósforos

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A Pequena Vendedora de Fósforos, a história de Andersen para ler para as crianças. Na última noite do ano, uma menina acende os fósforos um atrás do outro.

Fazia muito frio, a neve caía e estava escurecendo — a última noite do ano.

Fazia muito frio, a neve caía e estava escurecendo — a última noite do ano. Pela rua ia uma menina pequena, de cabeça descoberta e pés descalços.

Ao sair de casa ela usava chinelos, mas eram da mãe dela e ficavam grandes.

Ao sair de casa ela usava chinelos, mas eram da mãe dela e ficavam grandes. Saíram dos pés quando ela atravessou a rua depressa, na frente de duas carruagens. Um ela não achou; o outro um menino levou correndo, dizendo que serviria de berço quando ele tivesse filhos.

Então ia descalça, e os pés dela tinham ficado vermelhos e azuis.

Então ia descalça, e os pés dela tinham ficado vermelhos e azuis. No avental levava fósforos e outra caixa na mão. O dia inteiro ninguém lhe comprou nem uma caixa, e ela não levava uma moeda sequer.

De todas as janelas saía luz e vinha cheiro de ganso assado, porque era a véspera do Ano-Novo.

De todas as janelas saía luz e vinha cheiro de ganso assado, porque era a véspera do Ano-Novo. Nisso ela pensava, sim.

Num canto, entre duas casas, uma delas avançando um pouco mais que a outra, ela se sentou e se encolheu.

Num canto, entre duas casas, uma delas avançando um pouco mais que a outra, ela se sentou e se encolheu. Encolheu os pés embaixo do corpo, mas assim sentiu ainda mais frio. E voltar para casa ela não tinha coragem: não havia vendido nada, e o pai bateria nela. Além disso em casa também fazia frio: moravam embaixo do telhado, e o vento entrava pelas frestas.

As mãozinhas dela estavam quase congeladas.

As mãozinhas dela estavam quase congeladas. Um fósforo a esquentaria. Só um. Se ela tivesse coragem de tirar um da caixa, riscar na parede e esquentar os dedos. Tirou um. Rás! Como estalou, como queimou.

Pareceu a ela que estava sentada diante de um fogão grande de ferro com pés de bronze.

Pareceu a ela que estava sentada diante de um fogão grande de ferro com pés de bronze. O fogo queimava tão bem, esquentava tão gostoso. A menina esticou os pés para esquentar também — e a chama se apagou, o fogão desapareceu, e ela ficou com um pedacinho de fósforo queimado na mão.

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Fonte do texto: Trama de Hans Christian Andersen (1845), em domínio público. O texto foi escrito de novo para o Marytale — não é a reimpressão da tradução de ninguém.

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