A noite em que o Papai Noel se atrasou

  • 5-7 min de leitura
  • 14 páginas

Uma história de Natal para ler para as crianças. Um papelzinho fica preso na lista, e uma menina encontra o sapatinho vazio na manhã seguinte.

O Papai Noel trabalhava com uma lista, e a lista era comprida.

O Papai Noel trabalhava com uma lista, e a lista era comprida. Era tão comprida que ele a enrolava pelo meio para ela não cair do trenó, e quando terminava uma parte, enrolava de novo pelo outro lado.

Na noite de vinte e quatro para vinte e cinco de dezembro ele saiu como todos os anos.

Na noite de vinte e quatro para vinte e cinco de dezembro ele saiu como todos os anos. Nevava um pouco, e isso é bom, porque a neve fresca cobre as pegadas. Voltou antes de amanhecer, cansado como sempre e contente como sempre, porque a lista estava feita.

Em casa guardou o trenó no galpão, pendurou o casaco molhado num prego para secar e desenrolou a lista para guardá-la…

Em casa guardou o trenó no galpão, pendurou o casaco molhado num prego para secar e desenrolou a lista para guardá-la direito. E então, do meio de duas voltas do papel, caiu alguma coisa no chão.

Era um pedacinho de papel, pequeno como papel de bala, e tinha ficado ali a noite inteira, apertado entre duas voltas.

Era um pedacinho de papel, pequeno como papel de bala, e tinha ficado ali a noite inteira, apertado entre duas voltas. O Papai Noel o pegou. No papelzinho havia um nome, uma rua e um número, e uma letra que começava bem legível e terminava um pouco torta.

O Papai Noel se sentou no banco do galpão e não disse nada por um bom tempo.

O Papai Noel se sentou no banco do galpão e não disse nada por um bom tempo. Lá fora começava a clarear, no vilarejo as janelas se acendiam e em alguma delas, naquele mesmo momento, alguém estava olhando um sapatinho.

Clara acordou primeiro naquela manhã, como em todo vinte e cinco de dezembro.

Clara acordou primeiro naquela manhã, como em todo vinte e cinco de dezembro. Atravessou descalça o corredor frio até o lugar ao lado da porta onde na noite anterior havia deixado o sapatinho, bem posto, com o cordão esticado.

O sapatinho estava vazio.

O sapatinho estava vazio. Não quase vazio, não um pouco. Vazio igual a ontem, quando ela o deixou ali. Ela levantou o sapatinho e, mesmo assim, olhou dentro — porque às vezes a gente precisa conferir o que já sabe.

Continue lendo no aplicativo

A segunda metade da história, com ilustrações e sem internet.

Testar de graça

Aponte a câmera para abrir no celular

Mais histórias