Cinderela

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  • 16 páginas

A história da Cinderela, o conto de Perrault para ler para as crianças. Uma abóbora, uma fada e um sapatinho que serve numa única pessoa no reino.

Era uma vez um comerciante rico que tinha uma filha de cabelo claro e voz baixa.

Era uma vez um comerciante rico que tinha uma filha de cabelo claro e voz baixa. Quando a menina fez seis anos, a mãe dela morreu, e um ano depois o pai se casou outra vez, com uma viúva que trazia duas filhas mais velhas.

Enquanto o pai estava em casa, as coisas iam mais ou menos bem.

Enquanto o pai estava em casa, as coisas iam mais ou menos bem. Mas o pai viajava muito, e quando não estava, a madrasta dividia o trabalho de outro jeito: para as filhas dela, os vestidos; para a outra, a cozinha, o chão e as cinzas.

De noite, quando todos dormiam, a menina se sentava ao lado do fogão de lenha, porque era o único lugar quente da casa.

De noite, quando todos dormiam, a menina se sentava ao lado do fogão de lenha, porque era o único lugar quente da casa. De tanto sentar ali, ficava cinza no avental dela, e as irmãs começaram a chamá-la de Cinderela. O nome ficou.

Um dia parou na frente da casa um mensageiro com a libré do rei.

Um dia parou na frente da casa um mensageiro com a libré do rei. Trazia um convite: no sábado haveria baile no palácio e estavam convidadas todas as moças do reino, porque o príncipe tinha que escolher esposa. A madrasta leu a carta duas vezes e disse que era sobre as filhas dela.

A semana inteira naquela casa não se fez outra coisa a não ser experimentar roupa.

A semana inteira naquela casa não se fez outra coisa a não ser experimentar roupa. Fitas, rendas, sapatos, penteados desfeitos e feitos de novo. Cinderela costurava, passava e penteava, e quando perguntou se ela também podia ir, as irmãs riram tanto que precisaram se sentar.

No sábado, ao cair da noite, a carruagem parou na frente da casa.

No sábado, ao cair da noite, a carruagem parou na frente da casa. A madrasta subiu primeiro, depois as irmãs, e a porta se fechou. Cinderela ficou no degrau olhando as rodas se perderem caminho abaixo, e depois voltou para a cozinha e se sentou ao lado do fogão.

Na cozinha havia uma velhinha miúda que Cinderela nunca tinha visto, e a porta não havia se aberto.

Na cozinha havia uma velhinha miúda que Cinderela nunca tinha visto, e a porta não havia se aberto. — Chorar não tem nada de errado — disse a velhinha —, mas é mais prático ir. Traga uma abóbora da horta e não pergunte para quê.

Cinderela trouxe a abóbora, mesmo sem entender para quê.

Cinderela trouxe a abóbora, mesmo sem entender para quê. A velhinha tocou nela com uma varinha e a abóbora virou uma carruagem dourada. Depois pediu seis camundongos da despensa, e os camundongos viraram seis cavalos cinzentos.

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Fonte do texto: Trama de Charles Perrault (1697), em domínio público. O texto foi escrito de novo para o Marytale — não é a reimpressão da tradução de ninguém.

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