Coco e o mistério do convés silencioso

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Num navio pirata onde uma única palavra sussurrada pode virar a notícia mais barulhenta dos sete mares, vive um papagaio verde maravilhosamente tagarela chamado Coco, que sabe tudo o que acontece a bordo. Quando algo desaparece, Coco se torna não só a voz da tripulação, mas também a chave de um grande mistério. É uma história sobre esperteza, atenção e sobre como até aquele que ninguém leva a sério pode enxergar o que é mais importante.

No bom navio Gaivota Salgada, que já havia cruzado todos os mares do mundo inteiro, não viviam apenas piratas.

No bom navio Gaivota Salgada, que já havia cruzado todos os mares do mundo inteiro, não viviam apenas piratas.

A voz mais barulhenta de bordo pertencia a um papagaio de um verde brilhante chamado Coco.

A voz mais barulhenta de bordo pertencia a um papagaio de um verde brilhante chamado Coco. Em geral, ele ficava no ombro do capitão ou voava de mastro em mastro, gritando tudo o que ouvia ou via. — Quem comeu a última banana?! — O timoneiro ronca feito uma baleia! — O vigia está segurando a luneta de cabeça para baixo!

Todo pirata conhecia a regra: se você deixasse escapar alguma coisa, Coco com certeza ia repetir.

Todo pirata conhecia a regra: se você deixasse escapar alguma coisa, Coco com certeza ia repetir. Por isso a tripulação aprendeu a falar o mais baixinho possível, e apelidaram o convés de Convés Silencioso.

Certa manhã, um grito aflito sacudiu o navio.

Certa manhã, um grito aflito sacudiu o navio. — Alguém surrupiou o nosso almoço da cozinha! O mingau sumiu! E o peixe também! Os piratas se entreolharam. O capitão Hart apontou o dedo para o nariz do contramestre. — Foi você! — Mentira! Isso já era assim antes de mim! — indignou-se o contramestre. — Ou será que foi o cozinheiro… — resmungou alguém no meio da multidão.

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