Téo, o coelho esperto, e a raposa que se achava astuta

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Téo é o coelho mais esperto de toda a floresta, famoso por escapar de qualquer enrascada com uma boa ideia e um coração bondoso. Mas quando uma raposa astuta chamada Fenton arma uma cilada para enganá-lo, Téo vai precisar de bem mais que esperteza: vai precisar de coragem, sangue-frio e um plano só seu. Uma história calorosa e divertida sobre amizade, bondade e a magia do dia a dia de uma mente afiada, que nos lembra que a inteligência sempre vence qualquer astúcia.

No fundo de uma floresta onde as árvores sussurravam seus segredos e os riachos cantavam cantigas de ninar, vivia um…

No fundo de uma floresta onde as árvores sussurravam seus segredos e os riachos cantavam cantigas de ninar, vivia um coelhinho muito esperto chamado Téo. De uma ponta à outra da mata, todos os bichos o conheciam pela mente ágil e pelo talento de sempre achar uma boa ideia.

Todos os animais admiravam o jeito com que Téo se safava de qualquer confusão, por mais enrolada que fosse.

Todos os animais admiravam o jeito com que Téo se safava de qualquer confusão, por mais enrolada que fosse. Todos, menos um: uma raposa astuta chamada Fenton, que não compartilhava nadinha dessa admiração.

Fenton morria de inveja da fama de Téo e sonhava com o dia em que finalmente o pegaria.

Fenton morria de inveja da fama de Téo e sonhava com o dia em que finalmente o pegaria. Se conseguisse enganar o coelho, tinha certeza, seria coroado o bicho mais esperto de toda a floresta. Remoendo essa ideia sem parar, Fenton bolou um plano astuto para atrair Téo para uma armadilha.

Fenton espalhou o boato de que tinha achado um campo cheio das cenouras mais suculentas que existiam.

Fenton espalhou o boato de que tinha achado um campo cheio das cenouras mais suculentas que existiam. Nenhum coelho, pensou ele, resistiria a semelhante petisco. Quando a notícia chegou a Téo, suas orelhas se ergueram de curiosidade; mas, conhecendo a raposa e suas artimanhas, ele resolveu agir com cautela.

Então Téo foi pedir conselho à sua amiga, uma coruja sábia chamada Oli.

Então Téo foi pedir conselho à sua amiga, uma coruja sábia chamada Oli. Oli escutou cada palavra com atenção. — Fenton é astuto — piou baixinho — mas você é mais esperto. Use essa cabecinha e faça a própria armadilha dele fechar em cima dele.

Na manhã seguinte, Téo partiu rumo ao campo de que Fenton tanto se gabava.

Na manhã seguinte, Téo partiu rumo ao campo de que Fenton tanto se gabava. Pulando pela mata, foi notando pequenas marcas que apontavam o caminho das cenouras. Seguindo-as com cuidado, chegou por fim a uma clareira com um monte enorme de cenouras suculentas. Deu água na boca, mas ele continuou esperto.

Téo deu a volta na clareira e logo avistou uma rede, habilmente escondida no capim.

Téo deu a volta na clareira e logo avistou uma rede, habilmente escondida no capim. Sorriu, pois já tinha entendido direitinho o plano de Fenton. Juntando gravetos firmes e um pedaço de corda, começou a trabalhar e construiu, com muita destreza, a sua própria armadilha para a raposa.

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