Fifi e os biscoitos dos desejos

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No fundo de uma floresta encantada vive Fifi, uma raposinha que assa biscoitos capazes, dizem, de realizar desejos. Mas será que a magia está mesmo na receita? Esta história cheia de carinho fala sobre acreditar em si mesmo, ter paciência e aprender a criar pequenos milagres com as próprias patinhas. Às vezes, o poder mais mágico de todos mora no coração de quem nunca desiste.

No fundo de uma floresta encantada vivia uma raposinha chamada Fifi.

No fundo de uma floresta encantada vivia uma raposinha chamada Fifi. Ela tinha um pelo dourado, um focinho esperto e patinhas habilidosas.

Mas o que deixava Fifi mais famosa eram os seus biscoitos.

Mas o que deixava Fifi mais famosa eram os seus biscoitos. E não eram biscoitos quaisquer: você dava uma mordida, fazia um pedido e — era o que todos diziam — ele com certeza se realizava.

Certo dia, um lobinho chegou à sua porta, com as orelhas caídas de tristeza.

Certo dia, um lobinho chegou à sua porta, com as orelhas caídas de tristeza. — Eu quero uivar para a lua, como os lobos crescidos — suspirou ele. — Mas por mais que eu tente, só sai um guinchinho.

Fifi lhe estendeu um biscoito quentinho com cheiro de canela.

Fifi lhe estendeu um biscoito quentinho com cheiro de canela. — Dê uma mordida — disse ela — e acredite em você mesmo.

O lobinho mordiscou uma pontinha, ergueu o focinho para o céu e…

O lobinho mordiscou uma pontinha, ergueu o focinho para o céu e… nada. Tentou de novo: outro guinchinho. Tentou pela terceira vez, com tanta força que as patinhas tremeram, e enfim…

— Auuuuuu! — uivou tão alto e tão bonito que a lua sobre a floresta brilhou um pouquinho mais.

— Auuuuuu! — uivou tão alto e tão bonito que a lua sobre a floresta brilhou um pouquinho mais.

Outra vez, apareceu um ursinho.

Outra vez, apareceu um ursinho. — Todos os meus amigos acham mel, e eu não — resmungou ele. — Por mais que eu procure, não encontro nem uma colmeia sequer.

Fifi lhe estendeu um biscoito quentinho com cheiro de mel e disse, como um dia dissera ao lobinho: — Dê uma mordida e…

Fifi lhe estendeu um biscoito quentinho com cheiro de mel e disse, como um dia dissera ao lobinho: — Dê uma mordida e acredite em você mesmo. O ursinho comeu o seu biscoito e, na manhã seguinte, embrenhou-se de novo na floresta.

Procurou por muito tempo, farejou o ar, remexeu as folhas com as patas, ergueu a cabeça para as árvores.

Procurou por muito tempo, farejou o ar, remexeu as folhas com as patas, ergueu a cabeça para as árvores. No começo não achava nada, mas não desistiu. Enfim, quando o sol já se punha atrás das copas dos pinheiros, o ursinho sentiu no ar um aroma doce e o zumbido suave das abelhas.

Ele se virou, avistou um tronco oco, enfiou a pata lá dentro…

Ele se virou, avistou um tronco oco, enfiou a pata lá dentro… e sentiu-a afundar num mel grosso e dourado. — Achei! — rugiu de alegria, deu um pulinho de empolgação e lambeu a pata até os olhos brilharem de felicidade.

Assim, o biscoito de Fifi ajudava cada bichinho da floresta, do menorzinho camundongo ao mais orgulhoso dos cervos.

Assim, o biscoito de Fifi ajudava cada bichinho da floresta, do menorzinho camundongo ao mais orgulhoso dos cervos.

Nessa mesma floresta viviam dois ouriços gêmeos, Espinho e Espeto.

Nessa mesma floresta viviam dois ouriços gêmeos, Espinho e Espeto. Eram irrequietos, invejosos e muito impacientes. Doía neles ver os bichinhos voltarem da casa de Fifi com os olhos brilhando, agradecendo a ela e achando-a especial.

— Por que todo mundo corre para a Fifi e não para nós?

— Por que todo mundo corre para a Fifi e não para nós? — resmungava Espinho. — Porque nós mesmos não sabemos fazer nada — retrucava Espeto. — Vamos simplesmente roubar a receita dela e assar os biscoitos mágicos por conta própria!

E foi assim que, um dia, quando Fifi foi à floresta colher frutinhas, os ouriços se esgueiraram para dentro da casinha dela.

E foi assim que, um dia, quando Fifi foi à floresta colher frutinhas, os ouriços se esgueiraram para dentro da casinha dela. Reviraram todas as prateleiras até encontrarem um caderninho cheio de manchas de farinha — ali estava a receita. — Oba! Agora vamos ser os mais felizes de todos! — exclamaram quase ao mesmo tempo.

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