Floco, o boneco de neve, e a cenoura para um amigo

  • 6-8 min de leitura
  • 16 páginas

Num quintal aconchegante e coberto de neve vive Floco, um boneco de neve muito orgulhoso de ter a cenoura mais brilhante do mundo inteiro. Mas um dia chega até ele um coelhinho tremendo de frio, e Floco se vê diante de uma escolha difícil: guardar o seu orgulho ou ajudar quem precisa dele. Uma história de inverno cheia de ternura que nos lembra que a bondade sempre volta… às vezes mais rápido do que a gente imagina.

No meio de um quintal coberto de neve estava um boneco de neve chamado Floco.

No meio de um quintal coberto de neve estava um boneco de neve chamado Floco. Ele era redondinho, fofo e brilhava de cima a baixo, e tinha um orgulho enorme do seu nariz: uma cenoura grande e de um laranja reluzente.

— Isso é que é um nariz!

— Isso é que é um nariz! — gostava de dizer Floco, erguendo o queixo branquinho. — Todos os bonecos de neve morrem de inveja de mim!

Numa manhã bem gelada, um coelhinho branco chegou saltitando até ele.

Numa manhã bem gelada, um coelhinho branco chegou saltitando até ele. — Oi… — guinchou bem baixinho. — Floco, você não viu por aí… uma cenoura? Nem que seja pequenininha? Estou com tanto frio e tanta fome…

Floco puxou a cabeça para trás num susto, como se quisesse esconder o nariz.

Floco puxou a cabeça para trás num susto, como se quisesse esconder o nariz. — Uma cenoura? Você quer dizer… a minha? Mas não existe outra igual no mundo inteiro! Se eu der ela, o que sobra de mim? Um boneco de neve sem nariz… ninguém mais ia me reconhecer!

O coelhinho baixou as orelhinhas e já ia embora, mas estava tão cansado que se sentou bem pertinho de Floco, só para…

O coelhinho baixou as orelhinhas e já ia embora, mas estava tão cansado que se sentou bem pertinho de Floco, só para descansar um pouquinho. Suas patinhas tremiam de frio.

Floco olhou para o coelhinho.

Floco olhou para o coelhinho. Depois olhou para a sua cenoura. E então olhou para o campo branco, frio e vazio ao redor. — Está bem — suspirou. — Mas não coma tudo de uma vez só. Isso… isso é o meu orgulho, sabe?

Com muito cuidado, o boneco de neve tirou a cenoura do rosto e a estendeu para o coelhinho.

Com muito cuidado, o boneco de neve tirou a cenoura do rosto e a estendeu para o coelhinho. — Obrigado! — guinchou o coelhinho, e deu uma mordidinha bem pequena.

E lá ficou Floco, sem nariz nenhum.

E lá ficou Floco, sem nariz nenhum. Na mesma hora, um vento gelado passou pelo seu rosto vazio. — Que maravilha — suspirou. — Agora pareço que esqueceram de me terminar.

Continue lendo no aplicativo

A segunda metade da história, com ilustrações e sem internet.

Testar de graça

Aponte a câmera para abrir no celular

Mais histórias