A esquilinha que colecionava estrelas
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- 17 páginas
No coração de uma floresta encantada vive Sofia, uma esquilinha que adora contemplar o céu estrelado mais do que qualquer coisa. Certa noite, uma estrela cai suavemente ao lado de sua árvore, e Sofia sonha em juntar muitas delas para iluminar toda a floresta… até que o céu fica escuro e vazio. Uma história de ninar cheia de ternura sobre responsabilidade, generosidade e a beleza que nasce quando dividimos com os outros o que temos.

No fundo de uma floresta antiga e encantada, onde as copas das árvores encostavam no céu e o ar cheirava docinho a pinho morno, vivia uma esquilinha chamada Sofia.

Sofia não era uma esquilinha comum: guardava no coração um amor muito especial pelo céu da noite. Toda tardinha, quando o sol se escondia atrás das colinas, ela subia até o galho mais alto de sua árvore preferida e contemplava as estrelas, encantada.

Certa noite, enquanto admirava o céu reluzente, Sofia viu algo incrível. Uma estrelinha se soltou do céu e desceu bem devagarinho, devagarinho, até pousar de mansinho sobre o musgo, ao lado de sua árvore. Curiosa, ela desceu num pulo e a segurou com todo o cuidado entre as patinhas. Estava quentinha e brilhava com doçura, como um pequeno coração de luz.

— Ai, que linda! — sussurrou Sofia, encantada. E em sua cabecinha começou a brilhar uma ideia. — Se eu juntar estrelas o bastante, vou poder iluminar a floresta inteira! Aí, até de noite, ela vai ficar clara, segura e aconchegante.

Com esse sonho no coração, Sofia decidiu recolher as estrelas que caíam. Toda noite, observava o céu com atenção, esperando com muita paciência o momento em que uma estrela fosse cair.

E assim que isso acontecia, ela a apanhava depressa e a levava para sua toca, guardando-a num cantinho bem especial. Aos pouquinhos, sua casa se encheu de estrelas cintilantes, que brilhavam como um tesouro escondido.

Mas as noites passaram, e o céu, que antes era coberto por mil luzinhas, começou a parecer vazio e despido. Os outros moradores da floresta também repararam. A escuridão ficava cada vez mais profunda, e as estrelas que antes iluminavam o caminho deles pela mata iam desaparecendo.

Certa tardinha, enquanto Sofia estava sentada em sua toca, cercada por todas as estrelas que havia juntado, ela espiou lá fora e viu que o céu estava quase vazio.
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A segunda metade da história, com ilustrações e sem internet.

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