Bella e o único desejo dourado
- 7-9 min de leitura
- 20 páginas
No coração de uma floresta verde e cheia de cantos vive uma esquilinha chamada Bella: ágil, bondosa e sempre pronta para uma nova descoberta. Numa manhã curiosa, ela encontra uma noz dourada capaz de realizar um único desejo, e precisa descobrir qual desejo vale mesmo a pena. Uma história terna que nos lembra que a verdadeira magia não mora nas coisas encantadas, mas nos corações bondosos e no cuidado com quem amamos.

Entre colinas verdes e riachos cintilantes, numa floresta cheia do canto dos pássaros e do doce perfume das flores, vivia uma esquilinha chamada Bella.

Ela era como uma faísca: ágil, alegre e maravilhosamente curiosa. Seu rabinho fofo tremia de contentamento toda vez que topava com algo interessante: uma pinha de formato estranho, uma pena perdida ou uma frutinha que reluzia como uma joia. No seu pequeno mundo sempre havia lugar para maravilhas, aventuras e momentos felizes.

Um dia, saltando de árvore em árvore, Bella deu com uma árvore velha de galhos largos, com um grande oco no tronco. É claro que uma esquilinha curiosa não podia passar reto: subiu com agilidade e espiou lá dentro.

No oco reinava a escuridão. Mas de repente, no meio da penumbra, Bella percebeu um brilho suave. Era uma noz: dourada como um tesouro e quentinha como um raio de sol. Ela a pegou com cuidado nas patinhas, prendendo a respiração de encantamento.

Ao lado da noz, Bella notou um pequeno envelope. Era feito de papel grosso e cheirava a mel e a ervas da floresta. Na dobra havia um selo redondo: dourado, brilhante, com um desenho delicado. Mal ousando respirar, Bella abriu o envelope.

Lá dentro escondia-se uma folha de cor creme suave. Ao toque era um pouco áspera, e suas bordas ondulavam como pequenas ondas, ou como nuvenzinhas macias no céu da manhã. Numa letra caprichada estava escrito: “Esta é uma noz mágica. Ela realizará um desejo seu.”

Os olhos de Bella se arregalaram de espanto. Um desejo! Ela podia sonhar com qualquer coisa: um saquinho cheio de nozes saborosas, uma árvore enorme com um balanço num galho ou, quem sabe, o poder de pular até as nuvens…

Mas assim que esses desejos passaram pela sua imaginação, Bella começou a pensar. Um saquinho de nozes era gostoso, claro, mas ela já tinha guloseimas de sobra para o inverno. E sua árvore, mesmo sem balanço, era esplêndida, aconchegante e tão sua.

E o sonho de pular até as nuvens só parecia mágico à primeira vista, pois ela estava muito bem aqui embaixo, na terra, onde as folhas farfalhavam e ecoavam as vozes de quem ela amava. Quanto mais a esquilinha pensava, melhor compreendia que a felicidade não está nas coisas novas, mas no que já está pertinho.

Bella sentou-se ao pé do velho carvalho, segurando com cuidado a noz dourada nas patinhas. Mil pensamentos zuniam na sua cabeça: um único desejo, tão especial… mas qual? Ergueu os olhos e, de repente, viu Luki. O coelhinho estava sentado à parte, junto ao riacho, com a cabecinha baixa.
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A segunda metade da história, com ilustrações e sem internet.

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