A colcha das lembranças
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- 14 páginas
Imagine uma colcha que guarda mais do que o calor do tecido: guarda o brilho das lembranças mais queridas de uma família. Numa casa aconchegante nos arredores da cidade, uma mãe, um pai e seus dois filhos começam um projeto muito especial e, ponto a ponto, vão tecendo nela seus sonhos, suas risadas e seus momentos mais preciosos. Uma história cheia de ternura sobre união, sobre a magia silenciosa das coisas feitas à mão, e sobre uma grande verdade: a felicidade de verdade é algo que costuramos juntos.

Numa casa aconchegante nos arredores da cidade morava uma família muito unida: uma mãe, um pai e seus dois filhos, Mia e Oliver. Toda noite eles se reuniam à mesinha, saboreavam a comida da mãe, contavam histórias engraçadas e compartilhavam seus sonhos mais secretos.

Num dia de outono, quando as folhas do lado de fora da janela brilhavam como ouro e o ar ficava fresco e limpo, a mãe teve uma ideia para um projeto de família bem especial. Ela tirou do armário uma colcha grande e cheia de cores, uma colcha cujos desenhos guardavam as lembranças aconchegantes de muitas gerações da família.

— Esta é a nossa colcha de família tão especial — explicou a mãe. — Ela foi costurada com vários retalhos, e cada um lembra um momento importante da nossa família. Chegou a hora de acrescentar os nossos próprios pedacinhos.

Os olhos de Mia e de Oliver brilharam de alegria. — E que histórias a gente vai colocar? — perguntou Oliver, que mal podia esperar.

— Cada um de nós vai fazer o seu retalho especial — explicou a mãe. — Ele vai contar algo importante para a gente: uma lembrança preferida, um sonho do coração ou aquilo que nos deixa de verdade felizes. Sem perder um minuto, todos começaram animados o trabalho, escolhendo com muito cuidado os seus pedacinhos especiais.

Mia escolheu um retalho do seu vestido preferido, o mesmo com que ganhou o seu primeiro prêmio no concurso de desenho. Costurava-o com cuidado na colcha, e um sorriso iluminava o seu rosto, porque em pensamento ela tinha voltado àquele dia tão feliz e emocionante.

Oliver resolveu usar um pedacinho da sua camisa de futebol preferida. Era a mesma camisa com que ele fez o seu primeiro gol. Enquanto a costurava na colcha, sentiu de novo a mesma alegria e o mesmo friozinho na barriga de quando a bola entrou no gol.
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A segunda metade da história, com ilustrações e sem internet.

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