Bruno, o guardião da floresta

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Bruno é um urso com o maior coração de toda a floresta, e todos sabem que, quando alguém está em apuros, Bruno nunca está longe. Por isso, quando num dia de outono um chorinho baixinho atravessa as árvores, o urso segue o som… e encontra uma menininha chamada Lúcia, perdida e longe de casa. Juntos, eles partem numa jornada cheia de maravilhas, histórias ternas e uma amizade de verdade. Uma história cheia de carinho sobre bondade, coragem e a alegria silenciosa de ajudar o próximo.

Bruno era um urso que todos na floresta adoravam, e o adoravam por um motivo bem simples: ele tinha um coração bom e gentil.

Bruno era um urso que todos na floresta adoravam, e o adoravam por um motivo bem simples: ele tinha um coração bom e gentil. Toda vez que um bichinho estava em apuros, grande ou pequeno, Bruno já estava a caminho. Passar reto diante de alguém que precisava de ajuda — isso ele simplesmente não conseguia.

Num dourado dia de outono, enquanto Bruno passeava sem pressa colhendo frutinhas, suas orelhas captaram um som pequenininho.

Num dourado dia de outono, enquanto Bruno passeava sem pressa colhendo frutinhas, suas orelhas captaram um som pequenininho. Um fungado. Um soluço. Um chorinho baixo e triste. Bruno ficou paradinho e prestou atenção. Alguém, ao que parecia, estava em apuros. Ele seguiu o som por entre as árvores e logo avistou uma menininha, sozinha, com o rosto escondido nas mãos. Seus ombrinhos tremiam, e as lágrimas escorriam devagar por entre os dedos.

— Oi, pequenina — disse Bruno com doçura, chegando mais perto.

— Oi, pequenina — disse Bruno com doçura, chegando mais perto. — O que foi que aconteceu? A menina se assustou. Mas a voz era tão quente e gentil que, aos poucos, ela baixou as mãos. Seus olhos grandes e cheios de lágrimas encontraram o olhar carinhoso do urso — e, de repente, ela já não estava com tanto medo.

— Eu… eu estava colhendo flores para a minha mamãe — soluçou ela —, fui longe demais e… me perdi. — Ah, pequenina… — murmurou…

— Eu… eu estava colhendo flores para a minha mamãe — soluçou ela —, fui longe demais e… me perdi. — Ah, pequenina… — murmurou Bruno, cheio de carinho. — E como você se chama? — Lúcia… — sussurrou a menina, quase tão baixinho quanto uma folha. O urso estendeu com cuidado uma pata bem grande. — Não tenha medo, Lúcia. Juntos vamos achar o caminho de casa.

Bruno se abaixou bem baixinho, e Lúcia subiu com cuidado nas suas costas largas, agarrando firme o seu pelo quente e macio.

Bruno se abaixou bem baixinho, e Lúcia subiu com cuidado nas suas costas largas, agarrando firme o seu pelo quente e macio. — Segura firme! — disse o urso, e lá se foram, floresta adentro, entre os sussurros das árvores.

Devagar e com firmeza, Bruno abria caminho pela floresta que conhecia como as próprias patas.

Devagar e com firmeza, Bruno abria caminho pela floresta que conhecia como as próprias patas. No começo, Lúcia sentiu um pouquinho de medo, mas a cada passo se sentava mais ereta e mais corajosa. Ela ouvia o canto claro dos passarinhos, respirava o ar fresquinho da mata e bebia as histórias de Bruno — sobre os esquilos que escondiam as nozes nos lugares mais malucos, sobre a coruja sábia que sabia todos os segredos da floresta, e sobre as raposinhas que faziam corridas alegres pelas clareiras ensolaradas.

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